De 2 a 5 de Fevereiro realizamos a grande e dificil travessia do interior do Algarve. Uma aventura só ao alcance de alguns...
1º etapa
Devido ao transbordo a etapa só começou pelas 10.30. Apesar de algum frio e algumas nuvens estavam reunidas as condições para um grande dia de BTT.
Sair de Alcoutim é sinónimo de começar logo a subir, pois esta bela vila com vista para o Guadiana e para Espanha está ao nível do mar. Apesar de os primeiros km´s serem em asfalto, este é muito secundário não havendo carros. Finalmente na terra, num sobe e desce ligeiro o grupo naturalmente divide-se em dois, pois os andamentos eram diversos. Após o bom piso este dá lugar a uns trilhos empedrados bastante técnicos ladeados por velhos muros de pedra fabulosos. Ao longo dos km´s vamos passando esporadicamente por pequenas e belas aldeias, que apesar do isolamento ainda restam algumas pessoas, mas quase sempre idosas. A desertificação aqui sente-se muito.
Desta vez os homens da meteorológica não se enganaram, começa a chover e a temperatura caia muito, felizmente não durou muito. Durante o passeio passamos por alguns GR´S, que estavam a ser percorridos por grupos de Espanhóis a pé. Espanhóis!!! Porque os portugueses não exploram os belos trilhos serranos do Algarve. Ao km’s 57 um belo repasto para recuperar as energias para o fim do percurso na serra do Caldeirão ia ser bem duro. Se até aqui o percurso já tinha sido um “carrossel”, agora ia ser uma montanha russa num sobe e desce muito acentuado, com subidas íngremes e descidas alucinantes com ribeiras no meio, o piso aqui era bom. Foram uns loucos 20 km’s, mas que também reflectiu num belo “ empeno “ no final.
A 1ª etapa reflectiu uns 80 km’s, com 1995 de acumulado de subida, foi sem dúvida um magnífico dia de BTT.
À hora que escrevo isto estamos no Barranco do Velho à espera de um belo entrecosto assado, sabemos que não pode ser a comida mais apropriada para recuperar as forças, mas como diz o velho provérbio; em Roma sê Romano

2ª Etapa
Após a chuva da noite o dia acorda com algumas nuvens, mas com frio e muito vento, aliás o vento forte ia ser uma constante durante toda a etapa e como íamos pedalar contra ele ia dificultar e de que maneira a etapa.
Tal como tinha terminado o dia anterior, este começa com carrossel infernal mas muito rápido com vistas fabulosas para o barrocal e mar, o que fez a delícia de todos.
Na despedida da Serra do Caldeirão uma descida alucinante até à zona no barrocal. A paisagem muda, das amendoeiras em flor que tinha sido uma constante durante o dia anterior dá lugar às laranjeiras, o solo aqui tem uma cor avermelhada. Os km´s seguintes até à vila de Salir iam ser mais rápidos em bom piso, a parir de aqui até à Rocha da Pena trilhos e mais junto trilhos, que fizeram a delícia de todos.
O abastecimento ia ser em Alte num belo parque de merendas junto ao rio. Após o abastecimento uma subida infernaL, ainda por cima com a barriga cheia não ajudou muito.
O tempo muda consideravelmente com o forte vento começa a chover, a partir de aqui ia ser sempre assim. O piso continuava relativamente rápido, mas a lama começa a ser muita e isso começa a reflectir-se no andamento, para não falar das transmissões bicicletas que sofrem um desgaste enorme.
Com o aproximar da Barragem do Arade, o relevo volta a ser bastante acidentado para desespero de alguns. Apesar de as vistas “aparentarem” serem belíssimas, não passava disso mesmo; uma aparência, a única coisa que víamos era lama e chuva.
Finalmente a última subida, a partir de aqui seria sempre a descer até Silves. Para finalizar o dia, após passar a velha ponte de Silves um trilho fabuloso para acabar ao longo do rio Arade.
Foram cerca de 100 km´s com um total acumulado de 1600. O cansaço de todos era enorme devido à distância e ao mau tempo, mas mesmo assim a opinião era unânime, foi uma etapa fabulosa. E para recuperar nada melhor que uma estadia no hotel Tapada do Gramacho com um óptimo repasto à beira do rio Arade.
1º etapa
Devido ao transbordo a etapa só começou pelas 10.30. Apesar de algum frio e algumas nuvens estavam reunidas as condições para um grande dia de BTT.
Sair de Alcoutim é sinónimo de começar logo a subir, pois esta bela vila com vista para o Guadiana e para Espanha está ao nível do mar. Apesar de os primeiros km´s serem em asfalto, este é muito secundário não havendo carros. Finalmente na terra, num sobe e desce ligeiro o grupo naturalmente divide-se em dois, pois os andamentos eram diversos. Após o bom piso este dá lugar a uns trilhos empedrados bastante técnicos ladeados por velhos muros de pedra fabulosos. Ao longo dos km´s vamos passando esporadicamente por pequenas e belas aldeias, que apesar do isolamento ainda restam algumas pessoas, mas quase sempre idosas. A desertificação aqui sente-se muito.
Desta vez os homens da meteorológica não se enganaram, começa a chover e a temperatura caia muito, felizmente não durou muito. Durante o passeio passamos por alguns GR´S, que estavam a ser percorridos por grupos de Espanhóis a pé. Espanhóis!!! Porque os portugueses não exploram os belos trilhos serranos do Algarve. Ao km’s 57 um belo repasto para recuperar as energias para o fim do percurso na serra do Caldeirão ia ser bem duro. Se até aqui o percurso já tinha sido um “carrossel”, agora ia ser uma montanha russa num sobe e desce muito acentuado, com subidas íngremes e descidas alucinantes com ribeiras no meio, o piso aqui era bom. Foram uns loucos 20 km’s, mas que também reflectiu num belo “ empeno “ no final.
A 1ª etapa reflectiu uns 80 km’s, com 1995 de acumulado de subida, foi sem dúvida um magnífico dia de BTT.
À hora que escrevo isto estamos no Barranco do Velho à espera de um belo entrecosto assado, sabemos que não pode ser a comida mais apropriada para recuperar as forças, mas como diz o velho provérbio; em Roma sê Romano
2ª Etapa
Após a chuva da noite o dia acorda com algumas nuvens, mas com frio e muito vento, aliás o vento forte ia ser uma constante durante toda a etapa e como íamos pedalar contra ele ia dificultar e de que maneira a etapa.
Tal como tinha terminado o dia anterior, este começa com carrossel infernal mas muito rápido com vistas fabulosas para o barrocal e mar, o que fez a delícia de todos.
Na despedida da Serra do Caldeirão uma descida alucinante até à zona no barrocal. A paisagem muda, das amendoeiras em flor que tinha sido uma constante durante o dia anterior dá lugar às laranjeiras, o solo aqui tem uma cor avermelhada. Os km´s seguintes até à vila de Salir iam ser mais rápidos em bom piso, a parir de aqui até à Rocha da Pena trilhos e mais junto trilhos, que fizeram a delícia de todos.
O abastecimento ia ser em Alte num belo parque de merendas junto ao rio. Após o abastecimento uma subida infernaL, ainda por cima com a barriga cheia não ajudou muito.
O tempo muda consideravelmente com o forte vento começa a chover, a partir de aqui ia ser sempre assim. O piso continuava relativamente rápido, mas a lama começa a ser muita e isso começa a reflectir-se no andamento, para não falar das transmissões bicicletas que sofrem um desgaste enorme.
Com o aproximar da Barragem do Arade, o relevo volta a ser bastante acidentado para desespero de alguns. Apesar de as vistas “aparentarem” serem belíssimas, não passava disso mesmo; uma aparência, a única coisa que víamos era lama e chuva.
Finalmente a última subida, a partir de aqui seria sempre a descer até Silves. Para finalizar o dia, após passar a velha ponte de Silves um trilho fabuloso para acabar ao longo do rio Arade.
Foram cerca de 100 km´s com um total acumulado de 1600. O cansaço de todos era enorme devido à distância e ao mau tempo, mas mesmo assim a opinião era unânime, foi uma etapa fabulosa. E para recuperar nada melhor que uma estadia no hotel Tapada do Gramacho com um óptimo repasto à beira do rio Arade.
Desta vez não havia nuvens e muito menos previsão de chuva, antes pelo contrário, o dia acorda com alguma névoa mas a prometer um dia radioso.
Tal como tínhamos acabado a etapa do dia anterior com um maravilhoso trilho, teríamos que repeti-lo até a bela cidade de Silves.
Os primeiros km´s são feitos a rolar em asfalto para aquecer as pernas para nos preparar para o que nos estava reservado. Um sobe e desce infernal. Subíamos 200 de desnível para logo de seguida descer abruptamente outros 200, isto em bom piso, o que levava a velocidades alucinantes, mas estas alucinações passava-nos logo e despertávamos para as fortes subidas. Ao longo destes primeiros 40km,s acompanhamos a ribeira de Odelouca que de “louca” eram os betetistas que por ali andavam num sobe e desce infernal.
Antes de chegarmos a Monchique os caminhos tornam-se muito técnicos e muito íngremes, com várias travessias em ribeiras. Esta parte foi particularmente demolidora, que reflectiu em num celim partido e duas quedas mas felizmente sem gravidade de maior. O facto de os guias da Caminhos da Natureza andarem munidos com kit´s de primeiros socorros, é essencial. Nesta zona o grupo dividiu-se em dois, pois com o adiantar da hora o grupo mais lento atalhou até Monchique para evitar a parte mais difícil.
Após o abastecimento em Monchique, a subida final até à Fóia. São cerca de 8 km,s, sendo a primeira parte bastante íngreme e técnica, para depois o pendente de inclinação tornar-se mais suave. Mas de suave foi o que não teve os andamentos provocados pelos ciclistas, mais parecia uma chegada à Torre. Evidentemente que estes andamentos provocaram mossa em alguns.
Na chegada ao topo da Fóia as vistas são fabulosas, pois estava um dia magnífico. Via-se nitidamente as serras Algarvias a Costa Vicentina e Costa Algarvia.
Como o topo da serra de Monchique está a 902 mt e íamos dormir em Odeceixe que está ao nível do mar não é difícil prever o que nos restava nos seguintes 40km,s.
Os primeiros 20 km,s são a descer vertiginosamente com velocidades alucinantes, tenho a impressão que as pastilhas dos travões davam para fritar um ovo tal não era a temperatura delas.
Na entrada da Serra de Espinhaço de Cão, a descida dá lugar ao sobe e desce para depois acompanharmos a ribeira de Odeceixe que separa o Algarve do Alentejo. Mais uma vês o “molha pés” foi inevitável. A ribeira de Odeceixe é muito bonita, pena que estejam a planear construir uma barragem.
Finalmente Odeceixe, o cansaço era mais que muito, afinal foram cerca de 100 km com 2300 de desnível.
Tal como tínhamos acabado a etapa do dia anterior com um maravilhoso trilho, teríamos que repeti-lo até a bela cidade de Silves.
Os primeiros km´s são feitos a rolar em asfalto para aquecer as pernas para nos preparar para o que nos estava reservado. Um sobe e desce infernal. Subíamos 200 de desnível para logo de seguida descer abruptamente outros 200, isto em bom piso, o que levava a velocidades alucinantes, mas estas alucinações passava-nos logo e despertávamos para as fortes subidas. Ao longo destes primeiros 40km,s acompanhamos a ribeira de Odelouca que de “louca” eram os betetistas que por ali andavam num sobe e desce infernal.
Antes de chegarmos a Monchique os caminhos tornam-se muito técnicos e muito íngremes, com várias travessias em ribeiras. Esta parte foi particularmente demolidora, que reflectiu em num celim partido e duas quedas mas felizmente sem gravidade de maior. O facto de os guias da Caminhos da Natureza andarem munidos com kit´s de primeiros socorros, é essencial. Nesta zona o grupo dividiu-se em dois, pois com o adiantar da hora o grupo mais lento atalhou até Monchique para evitar a parte mais difícil.
Após o abastecimento em Monchique, a subida final até à Fóia. São cerca de 8 km,s, sendo a primeira parte bastante íngreme e técnica, para depois o pendente de inclinação tornar-se mais suave. Mas de suave foi o que não teve os andamentos provocados pelos ciclistas, mais parecia uma chegada à Torre. Evidentemente que estes andamentos provocaram mossa em alguns.
Na chegada ao topo da Fóia as vistas são fabulosas, pois estava um dia magnífico. Via-se nitidamente as serras Algarvias a Costa Vicentina e Costa Algarvia.
Como o topo da serra de Monchique está a 902 mt e íamos dormir em Odeceixe que está ao nível do mar não é difícil prever o que nos restava nos seguintes 40km,s.
Os primeiros 20 km,s são a descer vertiginosamente com velocidades alucinantes, tenho a impressão que as pastilhas dos travões davam para fritar um ovo tal não era a temperatura delas.
Na entrada da Serra de Espinhaço de Cão, a descida dá lugar ao sobe e desce para depois acompanharmos a ribeira de Odeceixe que separa o Algarve do Alentejo. Mais uma vês o “molha pés” foi inevitável. A ribeira de Odeceixe é muito bonita, pena que estejam a planear construir uma barragem.
Finalmente Odeceixe, o cansaço era mais que muito, afinal foram cerca de 100 km com 2300 de desnível.
4ª Etapa
Tal como o dia anterior, este ia ser um dia soalheiro. Os primeiros km,s são percorridos tranquilamente até à praia de Odeceixe. Tínhamos finalmente chegado à outra extremidade do Algarve, agora seria fazer a costa até ao Cabo de são Vicente.
Os primeiros 20 km´s até a Algezur são planos, mas não deixam de ser um pouco técnicos, pois acompanhamos sempre os canais de irrigação, e aqui um pequeno descuido seria o “banho do artista”.
Depois de Aljezur começam as primeiras dificuldades, apesar de não serem longas as subidas e descidas estas são duras, naturalmente o grupo divide-se em dois niveis. Durante esta fase passamos por algumas praias: Arrifana, Canal, Bordeira, Amado, Barriga, Gordama e Castejo. Em duas destas praias tivemos de desmontar para transpor as dunas de areia, o difícil aqui foi resistir ao apelo do mar para ir a banhos, ainda para mais após estarmos de barriga cheia com o maravilhoso repasto que a assistência nos proporcionou
Sempre que estávamos junto às falésias, tínhamos vistas fabulosas, a paragem aqui era inevitável para contemplação.
Após o sobe e desce natural junto às falésias chegamos finalmente no planalto que circunda Vila do Bispo. São os 20 km,s finais a rolar velozmente até ao Cabo de São Vicente e depois até ao parque de campismo para banhos. Mais uma vez o GPS marcava 100 km,s, com acumulado de 1700 mt.
Ao chegarmos a opinião e vontade era unânime: Voltar para trás para fazer tudo de novo, mas infelizmente o que é bom acaba depressa e no dia seguinte temos de regressar à nossa vida normal. Mas ficou a promessa de os Caminhos da Natureza cá voltarem para fazer mais esta fabulosa travessia.



Tal como o dia anterior, este ia ser um dia soalheiro. Os primeiros km,s são percorridos tranquilamente até à praia de Odeceixe. Tínhamos finalmente chegado à outra extremidade do Algarve, agora seria fazer a costa até ao Cabo de são Vicente.
Os primeiros 20 km´s até a Algezur são planos, mas não deixam de ser um pouco técnicos, pois acompanhamos sempre os canais de irrigação, e aqui um pequeno descuido seria o “banho do artista”.
Depois de Aljezur começam as primeiras dificuldades, apesar de não serem longas as subidas e descidas estas são duras, naturalmente o grupo divide-se em dois niveis. Durante esta fase passamos por algumas praias: Arrifana, Canal, Bordeira, Amado, Barriga, Gordama e Castejo. Em duas destas praias tivemos de desmontar para transpor as dunas de areia, o difícil aqui foi resistir ao apelo do mar para ir a banhos, ainda para mais após estarmos de barriga cheia com o maravilhoso repasto que a assistência nos proporcionou
Sempre que estávamos junto às falésias, tínhamos vistas fabulosas, a paragem aqui era inevitável para contemplação.
Após o sobe e desce natural junto às falésias chegamos finalmente no planalto que circunda Vila do Bispo. São os 20 km,s finais a rolar velozmente até ao Cabo de São Vicente e depois até ao parque de campismo para banhos. Mais uma vez o GPS marcava 100 km,s, com acumulado de 1700 mt.
Ao chegarmos a opinião e vontade era unânime: Voltar para trás para fazer tudo de novo, mas infelizmente o que é bom acaba depressa e no dia seguinte temos de regressar à nossa vida normal. Mas ficou a promessa de os Caminhos da Natureza cá voltarem para fazer mais esta fabulosa travessia.
A distância e altimetria tornam-se secundárias perante o que nos foi confrontado ao longo desta travessia: O espírito de grupo, as aldeias, as pessoas, as paisagens, a gastronomia, e principalmente, por os Caminhos da Natureza terem nos dado a conhecer um Algarve que não aquele que toda a gente conhece, um Algarve montanhoso com paisagens fabulosas, uma história e cultura riquíssimas, mas que no entanto é muito pouco explorado e desfrutado pelos Portugueses.
Sem comentários:
Enviar um comentário